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Jean Paul e Zenaide escondem voto em eleição do Senado; Styvenson revela

Os novos senadores potiguares, Jean Paul Prates (PT), Styvenson Valentim e Zenaide Maia (Pros), participaram, entre sexta-feira e sábado, da primeira sessão plenária no Senado Federal. Substituto de Fátima Bezerra, hoje governadora, na Casa, Jean-Paul havia tomado posse ainda em dezembro de 2018, mas Styvenson e Zenaide foram investidos no cargo apenas na sexta-feira, 1°.
Na primeira aparição no plenário, os três representantes do Rio Grande do Norte foram escolhidos por PT, Rede Sustentabilidade e Pros para serem “escrutinadores” na votação para a Mesa Diretora. O processo resultou na eleição do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) para presidente da Casa por 42 votos.
Os senadores adotaram posturas distintas na votação. Dos três, apenas Styvenson declarou abertamente seu voto. O capitão da Polícia Militar mostrou, em foto publicada em seu perfil no Instagram, cédula que usou para votar no senador José Antônio Reguffe (sem partido-DF), que terminou a eleição com apenas seis votos. “Coerência”, explicou Styvenson.
Jean Paul e Zenaide, por sua vez, preferiram manter o sigilo do voto, garantido aos senadores na madrugada anterior à votação pelo ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador do PT justificou, via Twitter, que decidiu pelo sigilo do voto para atender ao Regimento Interno do Senado (que prevê votação secreta para eleição da Mesa Diretora) e à decisão do ministro Dias Toffoli.
“Além da convicção sobre a razão da sua aplicação no caso de eleição da presidência e da Mesa, eu não poderia descumprir flagrantemente o Regimento Interno da Casa e uma decisão judicial, logo na minha primeira votação. (…) Casuísmos não podem prevalecer. Assim foi na Câmara [dos Deputados] e não houve celeuma similar”, escreveu Jean Paul Prates.
A assessoria de Zenaide Maia foi procurada, mas disse que não irá se manifestar.
ELEIÇÃO NO SENADO
A eleição para a Mesa Diretora do Senado foi tumultuada e teve, inclusive, troca de acusações entre os parlamentares. Iniciada na sexta-feira, 1°, após a posse de 54 dos 81 senadores, a votação foi interrompida por falta de consenso sobre a condução dos trabalhos pelo senador Davi Alcolumbre, que era candidato e quanto ao fato de a eleição ser secreta ou não.

Os senadores chegaram a decidir que a votação seria aberta, mas a eleição foi suspensa. Na madrugada do sábado, 2, o ministro Dias Toffoli determinou que a votação seria secreta, em atenção ao que prevê o Regimento Interno. O presidente do STF entendeu que o plenário não poderia modificar o formato da eleição em uma sessão preparatória, como era o caso da de sexta-feira.
Ao ser retomada no sábado, a sessão teve a presidência do mais idoso da Casa, o senador José Maranhão (MDB-PB), que conduziu a eleição para a Mesa Diretora. A votação teve de acontecer duas vezes porque, na primeira votação, foram detectadas 82 cédulas de votação na urna, enquanto só havia 81 senadores. No meio da segunda votação, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos favoritos para vencer o pleito, retirou a candidatura, mas a votação prosseguiu, resultando na vitória de Davi Alcolumbre.



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