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Damares diz que não se arrepende de frase polêmica e que nenhum direito adquirido será retirado

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou na noite de quinta-feira (3), em entrevista à GloboNews, que não se arrepende da declaração polêmica que deu logo após assumir o cargo, sobre cores para meninos e meninas. Ela também disse que o governo Bolsonaro não vai acabar com nenhum direito adquirido pela população LGBTI.

Na entrevista ao "Jornal das Dez", Damares voltou a dizer que a frase em que afirma que "menino veste azul e menina veste rosa" era uma "metáfora" contra o que chama de "ideologia de gênero", e explicou a declaração ao responder se estava arrependida, diante da repercussão da fala.

A frase foi registrada em um vídeo feito por apoiadores, logo após Damares assumir o ministério. Ao final da fala, a ministra foi aplaudida pelo público que a cercava em uma sala.

A declaração provocou repercussão e foi criticada, ficando entre os assuntos mais comentados nas redes sociais nesta quinta-feira. Foi criada também a hashtag "cor não tem gênero". O cantor Caetano Veloso divulgou uma foto, usando cor de rosa.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais disse em nota que a declaração da ministra "fere a liberdade individual, o direito à autodeterminação e a dignidade da população trans".

População LGBTI

Ainda durante a entrevista na GloboNews, Damares foi questionada sobre políticas públicas para a população LGBTI, e afirmou que "nenhum direito adquirido será violado pelo governo Bolsonaro", ao comentar sobre a adoção de crianças por casais gays.
Sobre a Medida Provisória assinada por Bolsonaro que não deixa explícito que a comunidade LGBTI faz parte das políticas e diretrizes destinadas à promoção dos direitos humanos, como constava anteriormente, Damares Alves afirmou que o assunto ficará subordinado à Secretaria Nacional de Proteção Global, e que houve apenas uma mudança de nome.
Damares afirmou também ser possível combater o preconceito contra gays "sem dizer para a menina que ela não é menina".


"É uma questão de política pública, para que não haja exagero da doutrinação ideológica. Vamos continuar combatendo o preconceito", afirmou.


Mais cedo, nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou pelo Twitter que, no governo dele, "não haverá abandono de auxílio a qualquer indivíduo nas diretrizes de direitos humanos". Ele não mencionou na rede social nenhum episódio especifico que tenha motivado a declaração.

Na mensagem que publicou na tarde desta quinta no Twitter, Bolsonaro declarou que o trabalho de manutenção das diretrizes de direitos humanos caberá à Secretaria Nacional da Família, à Secretaria Nacional de Proteção Global e ao Conselho Nacional de Combate à Discriminação.



G1







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