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Agripino nega “boicote” ao governo Robinson e diz que bancada foi “solidária” na crise

O senador José Agripino Maia (DEM) rebateu as acusações do governador Robinson Faria (PSD) de que teria agido para travar a liberação de recursos federais para o Rio Grande do Norte no final do ano passado. Segundo o democrata, ao contrário do que fiz o governador, a bancada federal foi “absolutamente solidária” a Robinson no momento em que a crise financeira do Estado agudizou.
“Esse é um argumento infantil, de quem está procurando um bode expiatório para justificar os seus problemas”, devolveu Agripino, em entrevista à rádio 96 FM, após explicar que os deputados federais e senadores fizeram um esforço coletivo para solicitar o encaminhamento da verba.
De acordo com o senador, o que dificultou o envio de R$ 600 milhões para o Estado – valor acertado entre Robinson e o presidente Michel Temer, que editou medida provisória à época autorizando o repasse – foi a manifestação de um procurador federal de contas [Júlio Marcelo de Oliveira].
“O parecer do Tribunal de Contas da União, assinado por todos os ministros, foi favorável [o governador alega que os parlamentares potiguares teriam agido junto a ministros da Corte para travar os recursos]. O que houve, em seguida, foi a manifestação de um procurador, que colocou dúvidas no processo. Quando houve dúvidas, o Ministério do Planejamento é que colocou dificuldades na concessão do dinheiro”, relatou.
À época, o procurador Júlio Marcelo de Oliveira afirmou que a destinação de recursos federais para custeio de despesas com pessoal é inconstitucional. O Estado contava com o dinheiro para quitar salários de servidores públicos. Em protesto, policiais militares realizaram greve por quase um mês, o que gerou uma onda de violência no Rio Grande do Norte. Por causa disso, o Ministério da Defesa enviou 2,5 mil homens das Forças Armadas para atuar no patrulhamento do Estado.
Em janeiro, no auge da crise, Robinson reuniu a bancada federal e pediu apoio. “Pactuamos, naquela reunião, uma ida de toda a bancada a Brasília para reuniões com Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles [então titular da Fazenda]. E foi o que aconteceu. Essa história de boicote não tem fundamento. O governador pediu nossa presença e nós fomos. A bancada foi absolutamente solidária”, destacou Agripino.
Nas reuniões realizadas em Brasília, ficou acertado que os repasses seriam feitos para o RN de outra maneira, por meio de convênios nas áreas de saúde e segurança pública. A verba, contudo, não pode ser usada para pagamento de despesa com pessoal – o que fez com que os atrasos na folha do funcionalismo continuassem.


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