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Após dois anos na cadeia, Eduardo Cunha tenta reduzir pena com cursos a distância


Preso desde 2016, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) tenta provar na Justiça que fez cursos a distância de "mestre de obras e edificações" e de "eletrotécnica, rádio e TV" para diminuir a sua pena.
Cunha apresentou há cerca de seis meses à Justiça Estadual do Paraná, que administra a execução de sua pena, comprovantes de cursos feitos por meio do Instituto Universal Brasileiro, instituição conhecida por oferecer ensino profissionalizante por correspondência.
O ex-deputado, que foi detido em outubro de 2016, cumpre pena de 14 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ele teve condenação em segunda instância confirmada em novembro passado.
Questões do dia a dia da prisão cabem à Justiça Estadual do Paraná, que decide, por exemplo, sobre eventuais benefícios ou penalidades.
Após os pedidos do ex-deputado, o Ministério Público Estadual opinou contra a concessão do benefício de redução, argumentando, por exemplo, que a direção da cadeia não teve conhecimento das realização de cursos mencionados.
Em um caso parecido, outro preso da Lava Jato, Gim Argello, ex-colega de Cunha no Congresso, teve remição de pena rejeitada no Tribunal de Justiça do Paraná.
Os desembargadores concordaram com a tese do Ministério Público de que o Instituto Universal não possui o devido credenciamento junto às autoridades.



UOL

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