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Consumidores descobrem mais vantagens do celular pós-pago


Salete, diarista, tem uma agenda cheia. Com residência fixa em Ceará-Mirim, seus clientes estão todos em Natal e se comunicam com ela por WhatsApp.
O sonho dessa profissional autônoma, sem registro em carteira, é um dia migrar do pré-pago para os celulares de conta.
Com o acirramento da concorrência entre as operadoras, que lutam entre si por um mercado gigantesco, mas que não consegue crescer por causa da crise, os chips praticamente desapareceram.
Hoje, por R$ 40,00 fixos por mês e um pacote modesto de internet, mas perfeito para quem tem acesso ao Wi-Fi no trabalho, é possível falar ilimitado para qualquer operadora. E, ainda, contar com os aplicativos gratuitos de comunicação.
João Victor, representante comercial, diz que agora as ligações para o seu celular pararam um pouco. Mas, no mesmo passado, as ofertas para que ele mudasse de operadora eram quase diárias. “Era uma oferta de manhã, a outra de tarde e uma terceira de noite”, conta.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), só em março deste ano, as linhas pré-pagas caíram 10,58% contra um crescimento de 12% nas linhas pós-pagas dentro de um universo de 235 milhões de linhas úteis no País.
Com medo de roubos frequentes dentro dos ônibus e nas ruas, a diarista Marli já perdeu três celulares para os ladrões. “Minha vida é pra comprar telefone”, queixa-se.
Como milhares de trabalhadores em Natal, muitos sem saber ler ou escrever, o aplicativo preferido é o WhatsApp, onde eles podem identificar o número e a foto da pessoa para se comunicarem pelo recurso da gravação de mensagens.
“Agora, com a ligação mais barata, a única dificuldade é ter crédito para fazer ter uma linha”, desabafa.
Entre janeiro e março deste ano, o faturamento das operadoras de telefonia somou R$ 50,1 bilhões.
Nos três primeiros meses de 2017, ela foi de R$ 51,1 bilhões, apenas um pouco acima do obtido no mesmo período de 2016 (R$ 51 bilhões) e inferior ao número do primeiro trimestre de 2015 (R$ 52,1 bilhões), informa o jornal Valor Econômico.



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