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Desde janeiro de 2014 não se lançam imóveis comerciais em Natal


A psicóloga não gosta de ver o nome na internet ou no jornal, mas o problema ela é conta. Há meses, quer alugar um ponto para instalar consultório, sem sucesso. E, quando encontra um, acha o valor alto pela quantidade de pacientes que pode reunir para pagar os custos e fazer algum lucro. “Hoje, as pessoas acham caro pagar R$ 100,00 a hora de sessão”, lamenta.
Segundo no Sindicato da Construção Civil (Sinduscon-RN), desde janeiro de 2014, não são registrados lançamentos de imóveis comerciais em Natal, pelo menos entre as mais de 100 empresas filiadas à entidade. E, mesmo assim, seria incorreto dizer que não existam pontos disponíveis ou que eles sejam caros.
O presidente do Sindicatro da Habitação no RN (Secovi), Renato Gomes Netto, assegura que falta de lançamentos de pontos comerciais por tanto tempo só não foi mais sentida pelo mercado porque um volume considerável de empresas fechou as portas nesse período. O resultado disso, ele garante, foi uma redução de 30% no valor médio dos alugueis cobrados.
“Em tempos de crise, todo o valor é alto”, comenta Gomes Neto, que preside uma entidade que poderia congregar facilmente 400 empresas, mas que tem um conjunto ativo de somente 20 associados.
Mesmo assim, o experiente empresário do segmento de compra e vendas vê que o ciclo das vacas magras já começou a ir embora. “Agora mesmo é possível sentir uma retomada gradual dos negócios”, assegura.
E ele tem razão. Segundo a última pesquisa do Sindicato da Construção Civil no RN (Siduscon) sobre o Índice de Velocidade de Vendas (IVV), o mês passado registrou o maior volume de vendas de imóveis, com cinco unidades.
Um número insignificante se comparado a tempos recentes, mas que para um mercado em recessão desde 2015 não deixa de mostrar uma reação significativa. O que não mudou nada são os bairros que protagonizaram os lançamentos.
Desde o começo do ano, dos 283 imóveis residenciais lançados em Natal, 18,3% estão localizados em Lagoa Nova; 13,3% em Ponta Negra, seguidos por Tirol, com 8,5%;  Pitimbu com 8,4%e Capim Macio, com 7,1%.



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