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PARAIBA: Correios: greve atrasa 340 mil entregas

Funcionários dos Correios continuam em greveA greve dos trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) já acarretou atraso na entrega de 340 mil objetos na Paraíba, entre correspondências e encomendas, conforme a assessoria de imprensa dos Correios. No montante, estão incluídas mercadorias compradas em lojas do e-commerce. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), as empresas que atuam na internet devem informar os consumidores sobre o possível atraso e a recomendação é que o prazo seja estendido em 50% da previsão inicial. 


A medida é importante para que a empresa consiga cumprir o que prometeu, pois, caso o produto não chegue ao destino no tempo combinado, o cliente pode desistir da compra e receber o dinheiro de volta. 



De acordo com o presidente da Abcomm, Maurício Salvador, toda greve deflagrada pelos trabalhadores dos Correios afeta diretamente as empresas do setor de e-commerce. Os maiores prejudicados são as micro e pequenas empresas, pois 95% dos produtos comercializados por elas são entregues pelos Correios. As empresas maiores, por outro lado, estão procurando utilizar os serviços de transportadoras e, atualmente, apenas aproximadamente 40% das entregas são efetuadas pelos Correios.



No Nordeste, os efeitos da paralisação dos carteiros são ainda mais significativos, pois a maior parte dos centros de distribuição das lojas virtuais brasileiras está instalada na região Sudeste. “Cerca de 70% dos centros de distribuição estão localizados no Sudeste, embora várias empresas estejam começando a operar no Norte e no Nordeste. Por isso, os consumidores nordestinos acabam tendo que esperar ainda mais por conta da greve”, observou.



Embora o presidente da Abcomm aponte que não seja registrada queda considerável nas vendas durante as greves, ele afirma que as paralisações prejudicam não só o cumprimento dos prazos de entrega, mas também a imagem das empresas, visto que muitos consumidores direcionam as reclamações para a loja. “Não há queda significativa, mas o que acontece é o atraso nas entregas. O consumidor demora mais a receber e isso é muito ruim para a imagem da empresa e para o mercado, porque o consumidor faz a reclamação em nome da loja, e não no dos Correios”, afirmou.



Além de estender o prazo para a entrega da mercadoria e deixar a informação clara para o cliente, as empresas devem avaliar a utilização de outras alternativas para não comprometer as vendas na internet. 

“As greves impactam imensamente na logística do e-commerce e cada problema desses deve incentivar as empresas a criarem alternativas para a entrega de seus produtos, como a contratação de transportadoras privadas. Muitas delas oferecem até serviços melhores que os Correios”, recomendou Maurício Salvador.


Fonte: Portal Correio