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Ex-empresário larga empregos para viver em barco no RN


Quando Nelson Mattos Filho largou a vida urbana em terra firme para se aventurar a bordo do seu barco Avoante nos mares calmos e bravios da costa brasileira, certamente ele não sabia muito todas as experiências que iria viver. Mas, certamente, sabia os porquês dessa decisão admirada por alguns e incompreendida por outros: “Resolvi sair velejando porque queria tentar ver um mundo mais verdadeiro e sair em busca de novos horizontes, que sabíamos existir”, diz ele, na primeira pergunta que é feita para alguém que toma esse tipo de decisão.
E Nelson não está sozinho nisso. A bordo do seu barco, a esposa Lúcia, fiel companheira de jornada.  A vida de idas e vindas no mar brasileiro é contada no livro Diário do Avoante que será lançado nesta terça-feira (19) na livraria Saraiva do Midway Mall, em Natal, a partir das 18h.
Para ele, se aventurar não significa ter uma vida errante. Nelson Mattos deixou para trás o trabalho em terra firme e arrumou um jeito de aliar vida alternativa com trabalho que garanta seu sustento no mar. Para isso, ministra cursos sobre navegação, oferece passeios e charters no barco e a sua esposa é artista plástica.
Experiência para conseguir viver a bordo de um barco a vela ele tem. Nelson Mattos Filho é ex-empresário do ramo de panificação e supermercados. Chegou a ser durante quatro anos presidente da Associação de Supermercados do Rio Grande do Norte e membro do Conselho da Associação Brasileira de Supermercados. A paixão pelo mar começou a tomar forma quando, numa das muitas viagens que fez a São Paulo, se deparou com o livro da famosa família velejadora, a Schurmann, e começou a amadurecer a mesma ideia, a de viver no mar.
O livro é uma compilação de uma série de artigos que foram publicados no jornal e, juntos, formam um texto coerente e fluido, que foge totalmente a qualquer tipo de classificação de autoajuda mas, no entanto, passa uma lição de que, quando realmente se quer, é possível mudar a vida e assumir, literalmente ou metaforicamente, o leme das próprias decisões.
Indagado sobre que tipo de mensagem ele pretende passar com Diário do Avoante, Mattos é enfático: “Que nunca devemos deixar para trás nossos sonhos para não cairmos no vazio da lembrança que nunca houve. Hoje eu vivo um sonho que muitos já sonharam, mas que não tiveram coragem de realizar”.



Fonte: G1/RN