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Mãe acusada de matar bebê em Natal está internada e juiz remarca audiência



A Justiça do Rio Grande do Norte suspendeu as audiências de instrução e julgamento de Josenilde Lopes de Mendonça, de 36 anos, acusada de matar o próprio filho, um bebê de 8 meses durante o carnaval deste ano em Natal. O juiz Ricardo Procópio Bandeira de Melo atendeu pedido formulado pela defesa da acusada e remarcou os procedimentos (antes previstos para a manhã desta quinta-feira, dia 24) para o dia 17 de dezembro, às 9h, na 3ª Vara Criminal da capital potiguar.

Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do RN, a defesa de Josenilde Lopes argumentou que ela não pode comparecer ao julgamento por motivo de saúde. É que o hospital psiquiátrico onde Josenilde está internada para tratamento de dependência química informou que a saída dela da unidade neste momento pode prejudicar sua recuperação.


Em setembro, durante a última audiência, o próprio juiz concedeu a liberdade para Josenilde Lopes, mas determinou que ela cumprisse medida cautelar de submissão obrigatória a tratamento químico-toxicológico. Na decisão, o juiz determinou ainda que Josenilde apresentasse à Justiça, mensalmente, laudo da evolução clínica.
20 anos de dependência

A medida cautelar foi aplicada tendo em vista que a ré é viciada em crack há mais de 20 anos e que a dependência química de Josenilde está diretamente relacionada ao crime. O filho de Josenilde, Ramon Ramalho dos Reis, foi encontrado morto no sábado de carnaval, dia 9, no apartamento onde morava com a mãe no bairro de Nova Descoberta, na zona Sul deNatal.

Segundo a polícia, o corpo do bebê estava sobre a cama da mãe, enrolado em um lençol e tinha um grande hematoma no lado direito do rosto. O laudo do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) aponta que a causa da morte do bebê foi traumatismo crânio-encefálico. De acordo com o delegado Sílvio Fernando, responsável pela investigação do caso, o traumatismo, provavelmente, foi causado por um soco.

Em depoimento à polícia à época da prisão, Josenilde admitiu que é usuária de drogas desde os 14 anos e que já foi internada 31 vezes para tratamento de dependência química em casas de recuperação em Fortaleza (CE), Recife (PE), João Pessoa (PB) e São Paulo (SP).

Ré confessa
Josenilde chegou a confessar que cometeu o crime à reportagem da Inter TV Cabugi na época em que foi presa. “Estou arrependida e espero o perdão de Deus”, disse ela. (Veja o vídeo ao lado). No entanto, a defesa da acusada nega que ela tenha matado o filho.

A primeira audiência de instrução do caso aconteceu na manhã do dia 2 de julho no Fórum Miguel Seabra Fagundes, no bairro de Lagoa Nova, na zona Sul de Natal. Na ocasião, além da própria ré, foram ouvidas sete testemunhas de acusação e seis de defesa. O juiz da 3ª Vara Criminal, Ricardo Procópio, que está responsável por dar o encaminhamento do processo, informou que será necessária uma nova audiência para ouvir todos os depoimentos. A nova audiência foi agendada para as 9h do dia 11 de setembro, também no Fórum Miguel Seabra Fagundes.

Bebê de oito meses, filho de Josenilde (Foto: Cedida/arquivo da família)
Bebê foi encontrado morto no sábado de carnaval
(Foto: Arquivo pessoal)
Entenda o caso
O filho de Josenilde foi encontrado morto no sábado de carnaval, dia 9 de fevereiro deste ano, no apartamento onde morava com a mãe, no bairro de Nova Descoberta, zona Sul de Natal.
Segundo a polícia, o corpo do bebê estava em uma cama, enrolado em um lençol, e tinha um grande hematoma no lado direito do rosto.
O pai da criança, Ramon Ramalho, está em Limeira, no interior de São Paulo. Em entrevista ao G1, ele cobrou justiça para a morte do filho. "A droga e a negligência acabaram com a vida do meu filho", disse ele.
Ramon conheceu Josenilde em Limeira, em 2011, ocasião em que ela frequentava uma clínica de tratamento para dependentes de drogas. Assim que iniciaram o relacionamento, ela ficou grávida e os dois se mudaram para Natal, onde viveram juntos por pouco mais de um ano. "Sempre soube do vício. Até pensei que o fato de ficar grávida e de ter um filho faria com que ela deixasse as drogas, mas infelizmente isso não aconteceu", acrescentou o pai da criança.


Fonte: G1/RN