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Defensoria investiga condições do maior hospital psiquiátrico do RN

A Defensoria Pública do Rio Grande do Norte publicou portaria nesta quarta-feira (4) para investigar as condições de atendimento do Hospital Colônia Doutor João Machado, a maior unidade de atendimento psiquiátrico do estado. Assinado pelos defensores públicos Cláudia Carvalho Queiroz e Bruno Henrique Magalhães Branco, o documento solicita informações acerca da situação estrutural do hospital e sobre a disponibilidade de leitos em outras unidades de atendimento psiquiátrico.

"O que mais chama atenção é a falta de dignidade com que os pacientes são tratados. Faltam leitos, camas e colchões. Os pacientes ficam no chão e alguns são amarrados com pedaços de pano porque não há cuidadores suficientes", explica a defensora pública Cláudia Carvalho Queiroz. A portaria da Defensoria Pública foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (4).

O Hospital João Machado dispõe de 35 leitos masculinos e femininos no Pronto Atendimento e outros 160 no setor de enfermaria. Por mês, a unidade atende em média 426 pacientes internos e 714 externos. Os servidores informaram à Defensoria Pública que a demanda acarreta um excesso diário de 20 a 25 pacientes.

De acordo com Cláudia Carvalho, o hospital possui uma ala reformada com capacidade para 40 leitos masculinos, mas a área continua inutilizada por falta de equipamentos básicos. A conclusão da obra é aguardada desde outubro de 2012.
Faltam equipamentos básicos para atendimento no João Machado (Foto: Defensoria Pública do RN)

Na tentativa de minimizar esses problemas, a Defensoria Pública está consultando outras unidades, como a Clínica Santa Maria, em Natal, e o Hospital Newton Marinho, em Caicó, na região Seridó. O objetivo é realizar um reordenamento de pacientes. Entretanto, Cláudia Carvalho adianta más notícias. "A Santa Maria nos informou que foi descredenciada do Sistema Único de Saúde (SUS) e não tem mais convênio com o Estado", conta. A defensora ainda aguarda resposta do Hospital Newton Marinho.

A Defensoria Pública informa também que existe um déficit de 19 profissionais para cumprir as escalas de plantão. O ideal seria ter mais cinco médicos psiquiatras, dois farmacêuticos, oito técnicos de enfermagem, dois psicólogos e dois assistentes sociais. Na vistoria realizada em maio pelos defensores foram destacados pontos como problemas de infiltração, higiene, insalubridade, além de carência de insumos, profissionais e equipamentos.


Fonte: G1/RN

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